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Investindo no futuro

Há muitas formas de investimento no mercado financeiro, mas para o futuro dos filhos o melhor é educação

Pensar no futuro dos filhos é pensar, invariavelmente, no aspecto econômico. Não que a felicidade esteja relacionada ao dinheiro, mas há sempre a preocupação dos pais em oferecer boas condições financeiras aos rebentos. Preocupação legítima, mas que pode levar a escolhas equivocadas no trato com o dinheiro. Segundo a planejadora financeira Myrian Lund, o mais importante é garantir recursos para a educação de crianças e jovens.

– As pessoas têm que pensar em dar base para os filhos se desenvolverem. Por isso, a importância do investimento em educação. O mercado de trabalho valoriza o diferencial, e é preciso se planejar para poder oferecer ao filho um curso no exterior, por exemplo. Além disso, a educação, desde a creche e o ensino infantil, está muito cara – diz Myrian.

Uma forma de garantir recursos para que os jovens tenham condições de aprofundarem os estudos e se prepararem melhor para o mercado de trabalho é guardar dinheiro desde cedo. Seu filho pode ter apenas cinco anos, mas o investimento para a viagem de intercâmbio ou para a universidade já pode começar.

– Primeiro, a pessoa tem que imaginar o objetivo. Se ela deseja que o filho faça um intercâmbio, por exemplo, tem que ver quanto isso custa hoje, o que lhe dará uma base para aplicação. Digamos que seja R$ 40 mil. Assim, ela terá noção do quanto precisa juntar e durante quanto tempo para chegar a este valor – sugere Myrian, lembrando que se trata de uma projeção.

A “Calculadora do Cidadão”, disponível no site do Banco Central e em aplicativo para tablet e celular, é uma ferramenta bastante útil, lembra Myrian. Na opção “Aplicação com depósitos regulares”, é possível fazer projeção de tempo, valor de investimento, valor obtido no final e taxa de juros das aplicações.

Para a especialista, um bom investimento para acumular recurso a ser utilizado em educação do filhos é o Tesouro Direto. O que ela não recomenda é querer assegurar o futuro deles com plano de previdência.

– É importante que o planejamento financeiro dos pais seja para preparar os filhos para a vida e não para dar uma vida mais fácil a eles. Muitos pais se preocupam em fazer plano de previdência para o filho, mas isso quem tem que fazer é o próprio filho, com seus próprios recursos  – diz.

É a velha diferença entre dar o peixe e ensinar a pescar. E não se aplica apenas a investimentos a longo prazo. Segundo Myrian, educação financeira se aprende na infância.

– Dar mesada e estimular o filho a juntar dinheiro é importante. E isso pode ser a partir dos 7 anos, quando a criança já aprende a fazer contas – ressalva.

Myrian Lund é diretora executiva do programa Viva Plenamente (www.vivaplenamente.com.br)

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