Chegou o fim do ano letivo, mas ainda tem provas de recuperação pela frente? O estresse pode afetar pais e professores e, muitas vezes, é difícil não passar a pressão para os estudantes. Atento aos efeitos que isso pode causar à saúde mental e física de crianças e adolescentes, o médico pediatra Antonio Carlos Turner, diretor técnico da rede de clínicas Total Kids, dá dicas de como as famílias podem ajudar neste momento. Da orientação de estudos ao cuidado com a alimentação, tudo pode contribuir para uma rotina escolar mais tranquila.
Alimentação
“O sucesso nos estudos é uma construção que se baseia em uma rotina saudável, baseada em um ambiente de apoio. Uma alimentação balanceada é o primeiro passo para que o cérebro funcione em sua capacidade máxima. Evitar o excesso de açúcares e de alimentos industrializados, que causam picos de energia seguidos por quedas bruscas de concentração, é fundamental. Priorizar alimentos ricos em nutrientes como frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas é uma necessidade, assim como não pular refeições e lembrar, inclusive, do lanche da tarde para manter o foco nos estudos”, ensina o especialista.
Sono
“É durante o sono que o cérebro consolida as memórias e o aprendizado do dia. Os adultos devem ajudar as crianças e adolescentes para que tenham uma rotina de sono consistente. Sugiro que seja criado um ritual relaxante antes de dormir, com leitura de um livro que não seja ligado às disciplinas escolares e um banho quente, mantendo os pequenos longe das telas pelo menos uma hora antes de deitar”, diz Turner.
Exercícios físicos
“O corpo precisa de movimento para aliviar a tensão e oxigenar o cérebro. Mães, pais e responsáveis devem incentivar a prática regular de exercícios físicos. Não precisa ser um esporte de alto rendimento, basta uma caminhada no parque, brincadeiras ativas ou um tempo de lazer ao ar livre. O exercício não é perda de tempo, mas sim um investimento na saúde mental e na capacidade de concentração”, avalia o pediatra.
Tempo de tela
“As telas, sobretudo os jogos interativos, são estimulantes e viciantes, podendo facilmente desorganizar a rotina e o foco. Por isso, deve-se evitar a permanência diante das telas por muitas horas. Por outro lado, a interação com os colegas deve ser incentivada. A socialização é vital para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como a empatia e a resolução de conflitos, que também impactam a performance acadêmica. Um aluno feliz e bem-ajustado emocionalmente aprende melhor”, orienta o médico.
Apoio
“O estresse da reta final exige que mães, pais e responsáveis assumam uma postura ativa e de suporte, não apenas de cobrança. Pergunte: ‘O que está difícil?”, “O que eu posso fazer para te ajudar a organizar seu tempo ou sua matéria?’. O objetivo é apoiar, identificar as áreas de maior dificuldade e buscar soluções em conjunto, transformando o estresse em um desafio gerenciável. Agindo desta forma, constrói-se uma base de bem-estar, responsabilidade e autonomia que servirá para toda a vida”, sugere Antonio Carlos Turner.

