Icterícia neonatal

Icterícia neonatal

Icterícia neonatal é comum, costuma desaparecer até o sétimo dia de vida, mas merece atenção

Bebês muito novinhos podem apresentar coloração amarelada na pele. Isso se deve ao excesso de bilirrubina, um pigmento que se forma no organismo e que o metabolismo de recém-nascidos não é capaz de eliminar. É a chamada icterícia neonatal, comum nos primeiros dias de vida e que costuma desaparecer sem tratamento específico. Ainda assim, merece atenção e é importante seguir a orientação do pediatra, pois alguns casos podem necessitar de internação.

– Icterícia é uma coloração amarelada dos olhos e da pele que surge nos primeiros dias após o nascimento (geralmente a partir de 36/48horas de vida), por dificuldade de o recém-nascido eliminar um pigmento (bilirrubina), que se forma normalmente no metabolismo de qualquer pessoa, adulto ou criança. Na maior parte das vezes, ela é benigna, não necessita ser tratada e desaparece entre o quarto e o sétimo dia de vida. Há casos em que se forma muita bilirrubina e o metabolismo do recém-nascido não é capaz de eliminar. Nestes casos, os níveis do pigmento podem ficar muito elevados, levando a problemas neurológicos, como surdez, dificuldades motoras (paralisia cerebral), podendo até ocasionar, em casos raros, a morte – explica o pediatra Paulo Roberto Pachi, membro do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Apesar dos cuidados necessários, a icterícia neonatal é bastante comum e atinge de 60% a 70% dos recém-nascidos. Mas se aparece depois, quando o bebê já tem mais de dois meses, precisa ser investigada.

– Quando surge tardiamente, após 2 ou 3 meses de vida, geralmente, diferentemente do ocorre no primeiro mês de vida, ela é considerada anormal e pode fazer parte de sinais relacionados a problemas do metabolismo ou infecções. Nestas situações, a criança deve ter sua condição investigada, sendo que, nesta fase, já não é uma icterícia neonatal, já que o período neonatal, termina com 28 dias de vida – ressalta o pediatra.

O banho de sol, tão importante para sintetizar a Vitamina D, também ajuda a diminuir a concentração de bilirrubina no organismo. Mas Paulo Roberto Pachi lembra que a mera exposição do bebê ao sol não é suficiente nos casos em que a a icterícia precisa de tratamento médico.

– Como modalidade para combater icterícia, o banho de sol não é aconselhável. Se necessário o tratamento, este deve ser feito em ambiente hospitalar e com supervisão de médicos e enfermeiros, em aparelhos apropriados, com a intensidade de luz controlada (as fototerapias), e exames laboratoriais para que adequado tratamento possa ser feito – afirma o médico.

Em relação à Vitamina D, os raios solares são essenciais. O ideal, de acordo com o pediatra, é que as crianças sejam expostas por dez minutos diários ao sol. Se o bebê nasce em época de chuva ou clima frio, deve-se administrar vitamina D por via oral.

– Pela importância que a Vitamina D tem no metabolismo dos ossos e na imunidade, principalmente, a exposição diária ao sol é aconselhada em qualquer idade – diz o médico.

Nem é preciso dizer que esta exposição ao sol precisa ser feita em horários adequados. Em caso de dúvidas, o melhor é sempre pedir orientação ao pediatra que acompanha o bebê. É o médico, aliás, que vai avaliar também os níveis de bilirrubina no neném e a necessidade de tratamento específico.

Comentar

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *