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Brincadeira tem hora…Para a infância, é agora

O excesso de tempo em frente às telas tem causado muitos impactos no desenvolvimento das crianças. Não faltam alertas de profissionais de saúde e de educadores sobre os prejuízos que o comportamento da era digital pode trazer. A infância é a fase do lúdico, mas o simples ato de brincar livremente tem perdido espaço para as distrações virtuais. “O uso da tecnologia na primeira infância tende a gerar agitação, ansiedade e contato com conteúdos inadequados. Já o brincar livre é um dos maiores aliados da construção de uma sociedade mais saudável no futuro”, diz Cleonice Vieira dos Santos, professora da Escola Waldorf Rudolf Steiner

A pedagoga destaca que as experiências sensoriais reais, estímulos saudáveis e vínculos humanos genuínos são fundamentais para a formação de um adulto equilibrado: “A pedagogia Waldorf acompanha as fases evolutivas da infância e adolescência, respeitando o ritmo de cada pessoa e suas transformações físicas, emocionais e sociais. Por isso, valorizamos o brincar e o convívio humano real como ferramentas de desenvolvimento”.

Confira as dicas, com base na pedagogia Waldorf, que podem ser estimuladas em casa para substituir as telas:

Promova atividades artísticas – Por meio delas, a criança desenvolve a criatividade, a coordenação motora, as habilidades sociais e a autonomia. Em casa, proponha atividades como jardinagem, desenho, culinária, colagens e confecção de brinquedos com materiais recicláveis.

Reforce a autonomia e a curiosidade – Sem exposição às telas, as crianças passam a se envolver mais com o cotidiano. Tarefas simples, como preparar o próprio lanche, cuidar do quarto ou regar uma planta, fortalecem o senso de pertencimento e responsabilidade. “As crianças precisam sentir que são parte do ambiente em que vivem. Essas pequenas ações reforçam a autoconfiança e diminuem a necessidade de distrações ou estímulos inadequados para a infância”, destaca a professora.

Estimule a imaginação – O universo lúdico é fundamental nessa fase e a criança precisa brincar livremente. Aproveite para contar histórias, criar ambientes e encenações para estimular a escuta atenta e a criação de imagens mentais. “Incentivar a imaginação na infância desenvolve o pensamento criativo e a capacidade de resolver problemas. A imaginação prepara o caminho para o pensamento abstrato e o senso ético na vida adulta”, explica a educadora.

Crie um ambiente inspirador – Conquistar a atenção das crianças pode parecer um desafio, mas o ambiente tem papel decisivo nisso. Priorize espaços calmos e próximos da natureza, como parques e praças. Esses lugares favorecem a observação, a conexão com o tempo e a vivência imaginativa.

Deixe brincar, brincar e brincar – O brincar deve ser livre, sem metas e regras impostas por adultos. A criança precisa ter espaço e tempo para inventar, explorar e expressar sua criatividade em seu próprio ritmo. Ela deve brincar com outras crianças, a interação irá ajudar os pequenos a compreenderem o mundo e a processar emoções. “O brincar é uma linguagem essencial da infância, uma atividade formadora que prepara para os desafios presentes e futuros”, afirma Cleonice.

O Quem Coruja sempre levou muito a sério as brincadeiras infantis e por aqui você encontra outras matérias e artigos sobre o tema. Leia também Brincar com os filhos vai muito além da diversão, A importância do brincar, Brincar é mais do que diversão e Brincando e se desenvolvendo.

Foto em destaque: Imagem de Chris Thornton por Pixabay

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