Hiperêmese gravídica

Hiperêmese gravídica

Saiba o que é hiperêmese gravídica e veja os cuidados necessários

É comum ter enjoos na gravidez, mas para algumas mulheres esse mal-estar vem de maneira muito forte, causando outros problemas. Vômitos persistentes associados a perda de peso, desidratação ou desequilíbrio hidroeletrolítico (quando sódio, potássio, cálcio e outros importantes eletrólitos não estão dentro das taxas necessárias) podem ser sinal de hiperêmese gravídica. E, nesse caso, a gestante precisa de cuidado redobrado. Adequar a alimentação é muito importante, mas, dependendo da gravidade do caso, a internação pode ser necessária.

– O tratamento baseia-se na adequação da dieta, como fracionamento da mesma, enriquecimento de proteínas e diminuição da gordura, geralmente acompanhado de nutricionistas experientes nestes casos. Além da dieta, introdução de agentes farmacológicos que auxiliem no alivio das náuseas e vômitos, além de muitas vezes um acompanhamento psicológico, uma vez que a fisiopatologia da hiperêmese está associada a causas também emocionais. Não havendo melhora do quadro, a paciente precisa de internação hospitalar – explica a ginecologista e obstetra Paula Beatriz Tavares Fettback, da Clínica Mãe.

A hiperêmese gravídica raramente afeta o desenvolvimento do feto, mas isso pode acontecer em caso muitos graves. Por isso, é tão importante o acompanhamento médico.

– A internação não é comum, mas pode ser necessária, inclusive em casos graves havendo necessidade de nutrição por sonda nasoenteral, mas estes casos são bastante raros. Na maioria das internações, a paciente costuma melhorar dentro de três a sete dias com a terapia adequada. Em casos extremos, pode afetar o desenvolvimento do feto, devido a distúrbios hidroeletrolíticos graves, por esta razão a internação é realizada como preventiva nos casos mais graves – esclarece a médica.

Segundo Paula Fettback, o problema é mais comum na primeira gravidez, mas pode haver uma reincidência em outras gestações. Os fatores de risco costumam ser gestações múltiplas, hipertireoidismo, presença de enxaqueca grave ou refluxos antes da gestação.

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